Notícia Aberta
Programas de Assistência à Mulher e Órfãos de Feminicídio: Garantia de Direitos e Dignidade no Distrito Federal
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Com foco no apoio às mulheres em situação de violência doméstica e aos órfãos do feminicídio, os programas 'Aluguel Social' e 'Acolher Eles e Elas' oferecem assistência financeira e psicossocial, promovendo segurança e qualidade de vida para quem mais precisa.
Governo do DF reforça proteção a mulheres e órfãos do feminicídio com novos programas sociais
O Distrito Federal dá mais um passo significativo no combate à violência contra a mulher e no amparo às vítimas de feminicídio. Com a regulamentação de dois importantes programas sociais – o Programa de Aluguel Social e o Programa Acolher “Eles e Elas” –, o Governo do DF busca garantir dignidade, segurança e suporte às mulheres em situação de extrema vulnerabilidade e aos filhos que perderam suas mães para a violência de gênero.
Aluguel Social: um refúgio para recomeçar
Regulamentado pela Portaria SMDF nº 131, de 5 de setembro de 2024, o Programa de Aluguel Social concede assistência financeira temporária de R$ 600 mensais para mulheres que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade econômica e são vítimas de violência doméstica. O objetivo é proporcionar um lar seguro, longe de seus agressores, permitindo que essas mulheres reconstruam suas vidas com dignidade e autonomia.
Para ter acesso ao benefício, as interessadas devem atender a alguns requisitos fundamentais:
• Possuir Medidas Protetivas de Urgência vigentes, conforme a Lei Maria da Penha;
• Estar em situação de violência doméstica e extrema vulnerabilidade econômica, necessitando sair emergencialmente do lar devido a risco iminente de morte ou agravamento da violência;
• Não possuir outro imóvel ou lugar seguro para residir e estar impossibilitada de arcar com despesas de moradia.
O pedido pode ser feito nos equipamentos da Rede de Proteção à Mulher, como a Casa da Mulher Brasileira (Ceilândia), os Centros Especializados de Atendimento às Mulheres (CEAMs) e os Espaços Acolher espalhados pelo DF. A solicitação será avaliada por uma equipe multidisciplinar, que emitirá um relatório técnico-social confirmando a elegibilidade da mulher ao benefício.
Acolher “Eles e Elas”: um futuro para os órfãos do feminicídio
Outra medida essencial anunciada pelo Governo do DF é o Programa Acolher “Eles e Elas”, regulamentado pelo Decreto nº 46.319, de 27 de setembro de 2024. O programa oferece suporte financeiro e psicossocial a crianças e adolescentes órfãos do feminicídio, garantindo que tenham acesso a direitos básicos como moradia, alimentação, saúde, educação, cultura e lazer.
Para se qualificar ao programa, é necessário que a criança ou jovem:
• Resida no Distrito Federal há pelo menos dois anos;
• Comprove situação de vulnerabilidade socioeconômica;
• Esteja dentro da faixa etária estabelecida:
- Menores de 18 anos;
- Jovens de até 21 anos, caso se encontrem em condição de vulnerabilidade.
O acesso ao benefício é intermediado pela Assessoria da Rede de Proteção aos Órfãos do Feminicídio (ASSPROFEM), que realiza busca ativa das crianças e seus responsáveis legais, orientando sobre os procedimentos necessários para adesão ao programa. Para mais informações, os contatos são (61) 3330-3118 e (61) 98312-0700.
Uma rede de apoio para transformar vidas
A implementação desses programas reflete o compromisso do Distrito Federal em fortalecer sua Rede de Proteção às Mulheres e Crianças, oferecendo alternativas concretas para quem enfrenta situações de risco. Os benefícios não apenas garantem assistência financeira, mas também asseguram um recomeço com suporte profissional, psicológico e social.
Com a expansão da rede de atendimento e a ampliação do acesso a programas como o Aluguel Social e o Acolher “Eles e Elas”, o Distrito Federal se firma como uma referência nacional na defesa dos direitos das mulheres e na proteção de crianças e adolescentes afetados pela violência de gênero.
Para quem precisa de ajuda ou conhece alguém que possa se beneficiar desses programas, basta buscar os pontos de atendimento listados acima e entrar em contato com as equipes especializadas. A luta contra a violência doméstica e seus impactos sociais é uma responsabilidade coletiva, e cada passo dado nessa direção representa uma vitória para toda a sociedade.